menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Vencedores e vencidos das presidenciais

12 20
13.02.2026

Sem surpresa, António José Seguro foi confortavelmente eleito Presidente da República. Mas as presidenciais ditaram mais vencedores e vencidos e este é um bom momento para fazer um balanço, destacando quatro vencedores e quatro derrotados nestas presidenciais.

António José Seguro: É inequivocamente o grande vencedor destas presidenciais, não só pela vitória mas também pela margem conseguida e pelo contexto em que avançou com a sua candidatura. Os quase três milhões e meio de votos que reuniu – o maior resultado de sempre em valores absolutos – colocam Seguro cerca de um milhão de votos acima das votações conseguidas por Marcelo Rebelo de Sousa, o que reforça o carácter histórico da sua eleição, assim como a legitimidade e responsabilidade do novo Presidente. Desprezado por boa parte dos costistas e odiado pela ala mais radicalizada do PS, Seguro avançou de forma decidida e corajosa numas eleições em que se provou que tinha, de facto, o perfil ideal para ser candidato do centro-esquerda. Conforme escrevi em Julho de 2025:

“O ódio intenso dedicado por boa parte do aparelho e das elites do PS contra António José Seguro é um caso que merece ser estudado. Por qualquer indicador objectivo, Seguro parece ser neste momento o melhor candidato que o centro-esquerda pode apresentar às próximas eleições presidenciais mas, simultaneamente, parece ser também o candidato mais odiado no interior do próprio aparelho do PS. (…) Aos bons dados nas sondagens, acresce a disponibilidade atempadamente manifestada por António José Seguro, assim como o seu perfil sensato e moderado. Um perfil que aliás evidenciou também depois de ter sido vítima do oportunismo político de António Costa na forma como se remeteu ao silêncio agindo de forma leal para com o líder do PS que o afastou de forma pouco edificante. (…) O ódio dirigido contra António José Seguro parece ter como principal motivação o facto de, em vários........

© Observador