Se Trump declarasse guerra à malária
Dia 0. Há semanas que se especula sobre se o presidente americano anunciará ou não o plano para a erradicação da malária. Consta que no interior da própria administração há discórdia na matéria, com o vice-presidente JD Vance a preferir uma postura mais isolacionista e o secretário de Estado Marco Rubio a defender a intervenção. Algumas vozes destacadas do movimento MAGA parecem optar pela posição de Vance, na convicção de que Trump foi eleito para proteger os interesses dos EUA e não para salvar o Terceiro Mundo de doenças arcaicas.
Dia 1. Numa conferência em Mar-a-Lago, Trump anuncia mesmo o início da erradicação da malária. Eis as palavras dele: “Pessoal, há para aí esta malária. É um desastre completo, um assassino em massa nesses países pobres, mas eu digo-vos: vamos eliminá-la como ninguém alguma vez viu, com a melhor tecnologia americana e biliões em financiamento inteligente fruto dos meus acordos! Com o apoio de Israel, vamos construir paredes gigantes contra mosquitos — redes, sprays, vacinas — as maiores e melhores de sempre, e vamos obrigar as grandes farmacêuticas a pagar por isso, não os contribuintes. Acreditem em mim, que já acabei com doze doenças! Comigo a malária desaparece em tempo recorde! E deixem-me dizer-vos: com o meu plano, a África e o resto do mundo vão agradecer-nos imensamente — vai ser magnífico, sem mais notícias falsas sobre fracassos como as promessas de Barack Hussein Obama e o pobre “Sleepy” Joe, só vitória total contra esta doença, muito má!”
Trump aproveita também para comunicar que, à hora em que fala, já há contingentes médicos em diversos países africanos a tratar da logística de prevenção, tratamento e eliminação. Abalada, a comunidade internacional demora horas a esboçar uma reacção. Na Nigéria, na Etiópia e em Moçambique há festejos nas ruas.
Dia 2. A Organização Mundial da Saúde........
