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Vencedores vencem dores

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20.03.2026

Há uma ideia persistente e equivocada de que vencer é um gesto grandioso, raro, reservado aos que ocupam manchetes ou acumulam feitos extraordinários. Como se a vitória precisasse de plateia. Como se o mérito dependesse de reconhecimento. Mas a vida real, essa que se desenrola longe dos holofotes, constrói outro tipo de vencedor: silencioso, anônimo, cotidiano. Vencer, quase sempre, não é chegar primeiro. É não parar.

Há quem vença ao levantar-se da cama em um dia difícil, quando o corpo pesa mais do que o relógio permite. Há quem vença ao seguir trabalhando sem aplauso, sem incentivo, sem garantia de retorno. Há quem vença ao escolher o caminho correto quando o atalho parece mais fácil e mais aceito. Há quem vença ao dizer “não” quando tudo empurra para o sim, ao manter a palavra quando seria simples recuar, ao recomeçar quando o fracasso ainda está recente. São vitórias pequenas aos olhos apressados, mas........

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