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A máfia balcânica na América Latina

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08.09.2026

Henry M. Rodríguez/Latinoamérica21 (*) _ O que ocorre quando uma organização criminosa deixa de buscar território e passa a buscar, simplesmente, eficiência? Essa pergunta, mais do que qualquer mapa de rotas ou lista de apreensões, é a que melhor resume o que ocorreu com as redes albanesas na América Latina durante a última década. A reação habitual, quase automática, tem sido conceber o crime organizado como uma estrutura que avança à força das armas e do controle territorial.

A trajetória balcânica na região desmonta esse reflexo com paciência e com números. Aqui não há exércitos nem bandeiras. Há, em vez disso, uma governança criminosa construída sobre a intermediação logística, a sofisticação híbrida entre economias legais e ilícitas e uma capacidade de reestruturação operacional que lhe permite se inserir em cadeias de valor existentes, sem a necessidade de disputá-las a tiros.

A tese desta análise é, no fundo, simples: a expansão albanesa, mais do que responder a uma lógica de conquista, responde a uma exploração sistemática da vulnerabilidade estrutural dos Estados receptores. E essa distinção, embora pareça sutil, muda completamente o tipo de política pública necessária para contê-la.

 Vale a pena começar pela origem. De acordo com o documentário “Máfia Albanesa – Famílias do Narcotráfico” (D News, 2025), a organização se consolidou após a queda do regime comunista albanês na década de 1990, uma ruptura histórica que impulsionou sua expansão para a Europa Ocidental e, posteriormente, para a América Latina. Sua estrutura, articulada em clãs familiares, proporcionou-lhe algo que poucas organizações criminosas conseguem manter ao longo do tempo: coesão interna sem a necessidade de exibição pública de poder. Uma reestruturação silenciosa cujo único objetivo é fazer o negócio funcionar.

Uma empresa transnacional disfarçada de máfia

Chamá-la de “máfia” talvez já seja insuficiente. A reportagem de Arturo Torres na revista "Diálogo Político"........

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