O exemplo de Bangkok para as águas mineiras
Minas Gerais atravessa uma das temporadas de chuva mais letais dos últimos anos. Juiz de Fora registrou 584 mm apenas em fevereiro, o maior volume já medido para o mês, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia. Em três dias, os acumulados superaram 229 mm, 240% acima da média histórica. Em Ubá, 124 mm caíram em seis horas. O Rio Paraibuna transbordou. Encostas cederam. Até o fechamento deste artigo, às 14h de ontem (26/2), Minas Gerais somava 54 mortes no período chuvoso. De acordo com levantamento do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil, havia 48 mortes em Juiz de Fora, onde 12 pessoas continuavam desaparecidas. As outras seis mortes foram confirmadas em Ubá, onde a corporação procurava outros dois desaparecidos.
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais apontou drenagem urbana crítica, risco elevado de deslizamentos e solo saturado. O fenômeno foi classificado como “supercélula”, sistema convectivo de alta intensidade e rápida formação. A chuva foi extrema. A estrutura urbana revelou fragilidades.
Em momentos assim, antes de qualquer crítica, é preciso reconhecer algo que é da essência do povo de Minas Gerais: solidariedade. Foi assim quando o Rio Grande do Sul enfrentou enchentes históricas.........
