Bom dia, vizinho
De uns tempos para cá passei a adotar uma tática revolucionária de comportamento urbano: cumprimentar pessoas desconhecidas com um simples “bom dia” ao cruzar com elas nos quarteirões vizinhos. Trata-se de um hábito importado que assimilei nas minhas viagens mundo afora e que venho experimentando, com algum sucesso, por aqui.
É certo que nessa missão conto com o apoio de um cachorro maluco que levo para passear religiosamente às oito da matina. Bruno, o vira lata detentor de alegria em estado bruto, ergue-se nas patas traseiras e abana o rabo, feliz, fazendo festa para todos os transeuntes. Mas nem sempre é correspondido. Existem aqueles carrancudos, apressados em direção ao trabalho e que também fingem ignorar a saudação canina que antecede a minha. Sempre afobados, usam como desculpa uma ligação telefônica no celular, a atenção ao sinal de trânsito ou simplesmente dirigem seus olhares ao céu azul, em........
