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Nenhum presidente pode fazer tudo o que quer

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26.02.2026

Passou a alegria do Carnaval, mas o nosso país e o mundo continuam doentes. Entre nós, a política decepciona a cada dia que passa. Não há um só dia que não ficamos sabendo de práticas que só servem para nos desmoralizar perante o mundo. Reduziu-se a qualidade dos nossos representantes. A política se transformou em meio de enriquecimento. Está aí uma das causas do rombo que nos deixou o Banco Master, cujo final ainda está muito longe.

Os métodos usados pelos que achacam a nação, e dela surrupiam o que podem, estão cada vez mais refinados. Ficou mais fácil aplicar golpes utilizando-se de uma casta que envolve altos funcionários distribuídos entre os Três Poderes.

Aguardamos todos, aflitos, que, com a mudança do relator – antes o caso Master estava entregue ao ministro Dias Toffoli e hoje ao ministro André Mendonça, que é considerado por muitos o pior nome possível para Vorcaro, Toffoli e Moraes –, os responsáveis sejam severamente punidos pelos enormes prejuízos causados aos brasileiros.

Lá fora, depois de incompreensível silêncio, a Suprema Corte dos EUA começou a impor limites ao presidente Donald Trump, que não está satisfeito em governar com mão de ferro o seu país, mas quer dominar o mundo de modo imperial. A Suprema Corte decidiu, enfim, que é ilegal grande parte das tarifas de importação impostas a vários países. Não poupou sequer tradicionais aliados, como o Canadá. Ao Brasil, um dos mais castigados, em julho deste ano, impôs uma tarifa com sobretaxa total de 50%. A suspensão de boa parte dessas tarifas só ocorreu depois da aproximação entre Donald Trump e Lula da Silva.

A decisão da Suprema Corte norte-americana irritou o presidente Trump a tal ponto que, após criticar duramente alguns dos seus ministros, disse o seguinte: “Eu, como presidente dos Estados Unidos da América, irei, com efeito imediato, aumentar a tarifa mundial de 10% sobre países, muitos dos quais têm ‘roubado’ os EUA durante décadas, sem retaliação (até eu chegar!), para o nível totalmente permitido e livremente testado de 15%”. Foi o que postou na rede Truth Social.

Donald Trump parece não ter medo de nada. É um ser belicoso. E, pior, não melhorou nada no seu segundo mandato. Mais dia, menos dia, sua hora chegará e seu fim pode estar próximo.

Finalmente, leitor, a hora também não está boa para o Poder Judiciário no Brasil. Não, não se trata do STF, mas do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), considerado um dos mais respeitáveis do país.

O desembargador Magid Nauef Láuar, depois de ser um dos responsáveis pela absolvição de um homem de 35 anos, acusado de estupro de uma menor de 12 anos, foi agora denunciado por um sobrinho e uma empregada doméstica, que também teriam sido abusados sexualmente. Para apurar os fatos, o presidente do TJMG, desembargador Luiz Carlos Corrêa, determinou sindicância interna.

O mais incrível é que o crime contra a menina de 12 anos teve a anuência da mãe. O último Censo (de 2022), segundo o “O Estado de S. Paulo”, concluiu que 34 mil crianças ou adolescentes de 10 a 15 anos vivem em união conjugal no país, dos quais 77% são meninas.

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