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Quando a luz se apaga: estamos preparados?

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20.04.2026

No último ano, fomos lembrados de uma verdade desconfortável: a normalidade é frágil.

A 28 de abril de 2025, um apagão nacional deixou-nos sem eletricidade e, mais inquietante ainda, sem comunicações. Nos meses seguintes, sucederam-se alertas vermelhos e laranjas devido a condições meteorológicas extremas, cheias e até um pequeno sismo. Nada de verdadeiramente catastrófico, mas suficiente para expor uma vulnerabilidade que muitas vezes preferimos ignorar.

Desastres naturais e emergências não pedem licença. Mas podemos preparar-nos minimamente para que o seu impacto nas nossas vidas seja menor. Não estamos a falar de um bunker nem de reservas para o fim do mundo: estamos a falar de coisas simples, práticas, que qualquer família pode ter em casa.

Existem dois grandes tipos de emergência: as que nos obrigam a sair de casa (como um incêndio ou uma inundação grave) e as que nos obrigam a ficar em casa (como o apagão, os alertas vermelhos da Proteção Civil ou uma tempestade intensa). As mais comuns, e as que afetaram a nossa região no último ano, são as segundas. É sobre estas que falamos aqui.

Não se trata de alarmismo, nem de viver em modo “pré-catástrofe”. Trata-se de bom senso, reduzir o impacto e ganhar margem.

Com medidas simples, acessíveis, quase banais, mas decisivas quando fazem falta.

O princípio base são as 72 horas de autonomia

A Proteção Civil portuguesa - e organismos de emergência de todo o mundo - recomendam que cada família esteja preparada para conseguir viver de forma autónoma durante pelo menos 72 horas, ou seja, três dias. Não é um número arbitrário: é o tempo médio que as autoridades precisam para restabelecer serviços essenciais e chegar a todos após uma emergência de média gravidade.

Para 72 horas de autonomia é fundamental haver: água, comida não perecível e........

© O Mirante