PSP sem recursos humanos pode abrir a porta a funcionários civis
A Polícia de Segurança Pública enfrenta hoje, como nunca, um quadro negro em termos de recursos humanos, com um risco sério de fazer colapsar a organização, e isso sente-se quer ao nível dos recursos policiais, cuja renovação geracional está em crise, mas também ao nível do universo de funcionários civis que, como sabemos, desempenham um papel importante na resposta de backoffice.
No plano dos candidatos às funções policiais, é hoje empírica e academicamente consensual que o afastamento se deve a uma mão essencial de factores, designadamente:
Remuneração e estagnação: A falta de competitividade salarial face a outras carreiras da Administração Pública ou do setor privado desmotiva a entrada e a retenção de efetivos;
Condições de trabalho: O envelhecimento dos quadros, somado ao elevado nível de stress, burnout e horários por turnos, aliado a investimentos reduzidos ou tardios, desgasta os operacionais;
Desgaste físico e familiar: O trabalho de rua, a exposição a situações de risco, o tempo de descanso cada vez mais reduzido e a perda de tempo com a família, sobretudo em épocas festivas, contribuem para a desvinculação de muitos;
Falta de reconhecimento social: O aumento das exigências operacionais e a pressão mediática [1] sobre a atuação policial, muitas das vezes negativa e politizada, geram um sentimento de menor valorização profissional.
Infelizmente, Portugal não é caso único, havendo........
