O Oportunista (A Metáfora do Carrapato)
No livro “O Perfume”, o escritor alemão, Patrick Süskind, criou “a metáfora do carrapato” para explicar como o Jean-Baptiste Grenoble agia. Ele compara o seu personagem a um carrapato que espera silenciosamente em uma árvore, invisível e inodoro, o momento perfeito de cair sobre a vítima. Em sua existência trágica, Grenoble sobrevive durante anos em uma caverna, mas espera, como um carrapato, o momento, em seu "pouso de espera", de cair sobre a presa. Existem muitas pessoas assim, principalmente na política, que aparecem no momento oportuno de saltar para “o sucesso”, e assim se destacam, não só pelo oportunismo, mas principalmente pelas verdadeiras tragédias que deixam como legado.
Porto Alegre, tristemente, tem um prefeito que se encaixa perfeitamente nesta descrição e a sua trajetória, assim como outras semelhantes, se destaca, não por algum projeto ou alguma antevisão capaz de emular uma adesão geral, mas, justamente, pelo contrário, por ser uma mistura de nada com coisa nenhuma. Melo conseguiu aparecer em um vácuo político deixado pela Esquerda esvaziada em linguagem e identidade e sem um projeto claro de governo que imprimisse uma marca, isso desde os tempos de Tarso Genro, que fez um governo inócuo e sem nenhuma marca. Ele aproveitou, como um carrapato, cada oportunidade que surgia, perambulou pela Esquerda, homenageou Che Guevara, tentou daqui e dali uma chance, mas nada, ninguém lhe dava a........
