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A morte saiu à rua e levou o João

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20.08.2026

Quem tem o vício de escrever morre um pouco todos os dias nas palavras que ficam gravadas, no papel ou na memória do computador. Daí que muitas vezes fiquemos pelo caminho porque achamos que já escrevemos tudo o que de mais importante tínhamos para escrever. Sei alguma coisa do assunto porque o meu passatempo favorito é ler biografias e ver documentários. Também gosto de escrever, mas tenho rejeitado alguns convites para esse trabalho fácil, mas só aparentemente, pelo menos para quem não gosta de vender gato por lebre e tem que esturrar as pestanas. Uma crónica é diferente: não exige pormenores, é uma encomenda do espírito que despachamos com as impressões que ficam das memórias recentes que podem até ser as que vivemos há mais tempo, mas as que mais duram. No passado sábado recebi pela manhã a notícia da morte do meu irmão. Era um dos dias em que íamos estar juntos por causa de uma festa em família. Segundo a sua companheira Adelaide, morreu com um sorriso nos lábios, a dormir, quando o coração, já com problemas, resolveu avariar........

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