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Sem transparência salarial, não há sustentabilidade social

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15.04.2026

Durante anos, a sustentabilidade social foi encarada nas empresas como um complemento reputacional. Hoje, porém, o debate mudou radicalmente. Os dados mais recentes do Parlamento Europeu mostram que a desigualdade salarial de género continua a ser uma realidade estrutural, com as mulheres a ganharem, em média, menos 12% por hora na União Europeia (dados de 2023). Em Portugal, essa diferença é de 8,6%, ainda assim significativa num país que se tem tentado diferenciar em matéria de igualdade.

Perante números tão claros, tornou‑se impossível dissociar sustentabilidade social de justiça salarial. A remuneração é, afinal, o indicador mais objetivo da forma como uma organização valoriza o contributo das pessoas — e é justamente aqui que persistem as assimetrias que a União Europeia tenta corrigir.

Desigualdade estrutural, não acidental

A página oficial do Parlamento Europeu identifica múltiplas causas que explicam a persistência da disparidade........

© Jornal Económico