“Ex Africa semper aliquid novi”
“De África vem sempre algo de novo.” A frase de Plínio, o Velho, atravessou dois milénios e continua a ser citada com um misto de fascínio e paternalismo. Na visão contemporânea, o “novo” das Áfricas é apresentado como risco e instabilidade onde as agências de rating e os relatórios de risco moldam a narrativa das Áfricas como problema estrutural, como promessa adiada. A realidade discreta, pouco televisiva e de bastidores está a reescrever o “novo.”
Enquanto os holofotes se fixam nas guerras comerciais e nas tarifas punitivas, nos bastidores das economias que precisam de matérias-primas, mercados e juventude, as Áfricas tornaram-se novamente indispensáveis. Os........
