O “feitiço” de atuar antes da sirene
Todos os verões, Portugal volta a ouvir o mesmo som: a sirene. Nesse instante, falamos de hectares ardidos, meios no terreno, casas ameaçadas, empresas paradas, vidas suspensas. Quando a sirene toca, uma parte essencial da adaptação climática já deveria ter acontecido. Vivemos sempre a mesma trágica história, quase como se estivéssemos no filme “O Feitiço do Tempo”, de Harold Ramis.
Desde os fatídicos incêndios de 2017, quando arderam cerca de 540 mil hectares, choramos a morte de mais de 100 pessoas e se perdeu mais de 1bilião de euros, Portugal passou a encarar com maior clareza a escala do risco. Nos anos seguintes, a área ardida registou uma trajetória de descida, mas essa tendência voltou a inverter-se, de forma expressiva, em 2024 e, sobretudo, em 2025, quando perdemos 270 mil hectares de florestas, mostrando que o problema está longe de ter sido resolvido.
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