Mercado Ibérico de Energia: o que nos une e o que nos separa
O encontro ibérico de associações de comercializadores de energia, no Porto, chega num momento decisivo. Vinte anos após o arranque dos mercados organizados e da liberalização, a Península vive uma contradição permanente: temos mercados grossistas fortemente integrados, mas continuamos com lógicas políticas e regulatórias essencialmente nacionais.
O programa do encontro mostra bem esta tensão.
Em primeiro lugar, a questão dos mercados regulados. Enquanto subsistirem tarifas reguladas com forte peso político e mediático, o mercado livre será sempre visto como uma aposta “opcional”, não como o espaço natural de escolha do consumidor. As tarifas reguladas funcionam como travão silencioso: condicionam a concorrência, desincentivam a mudança de fornecedor e reduzem o espaço para ofertas inovadoras. Portugal e Espanha enfrentam o mesmo dilema: querem concorrência, mas hesitam em largar o controlo direto sobre preços de referência.
Depois,........
