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Gestores intermédios: os eternos esquecidos

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06.07.2026

A sustentabilidade das organizações depende da capacidade de alinhar visão estratégica, execução operacional e envolvimento das pessoas. Entre a formulação da estratégia pela liderança de topo e a sua concretização no quotidiano das equipas existe uma camada essencial, frequentemente subestimada: os gestores intermédios.

São eles que asseguram a tradução da visão global da organização em comportamentos, prioridades e acções concretas. Funcionam como ponte entre o pensamento estratégico e a realidade operacional, transformando intenções em práticas, objectivos em resultados e valores corporativos em experiências vividas por colaboradores e clientes.

Sem esta ligação, a estratégia corre o risco de permanecer como um conjunto de boas intenções inscritas em documentos institucionais, apresentações ou discursos laudatórios, mas sem impacto efectivo na forma como as pessoas trabalham, tomam decisões e aportam valor.

Apesar deste papel fundamental, os gestores intermédios continuam, muitas vezes, a ser os “eternos esquecidos” das organizações. São raramente mencionados quando os resultados são alcançados, pouco valorizados publicamente e nem sempre reconhecidos pelo contributo decisivo que prestam para a concretização dos objectivos empresariais.

Existe uma tendência para associar a liderança, exclusivamente, aos cargos de topo, esquecendo que se manifesta........

© Jornal Económico