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O custo invisível da produtividade

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13.07.2026

A valorização do salário mínimo nacional representa um dos mais importantes avanços sociais das últimas décadas. Num país onde durante muito tempo o trabalho não protegeu da pobreza, esta evolução deve ser reconhecida como um sinal de progresso.

Contudo, centrar o debate sobre os salários apenas na evolução do salário mínimo pode impedir-nos de compreender uma transformação mais profunda do mercado de trabalho.

Nas últimas décadas, a organização do trabalho mudou profundamente. A digitalização acelerou processos, as empresas tornaram-se mais leves, as equipas mais reduzidas e a disponibilidade permanente passou, em muitos setores, de exceção à regra. Hoje exige-se mais rapidez, maior flexibilidade, mais capacidade de adaptação e níveis de produtividade que seriam difíceis de imaginar há apenas alguns anos.

No entanto, a valorização do trabalho não acompanhou, em muitos casos, esta intensificação das exigências.

Enquanto médica do trabalho e gestora de serviços de saúde, acompanho........

© Jornal Económico