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A disputa da IA está a ser travada no campo errado

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24.07.2026

Todas as semanas surge um novo anúncio sobre copilotos mais inteligentes, agentes mais capazes ou novas camadas de orquestração destinadas a automatizar o trabalho. O progresso é real. Todavia, grande parte do mercado continua concentrada na forma como interagimos com a Inteligência Artificial (IA) e não na forma como as empresas realmente funcionam.

Esta distinção é crucial. As empresas não funcionam com base em prompts, funcionam baseadas na execução.

Um fabricante que precise de redirecionar inventário durante uma interrupção na cadeia de abastecimento tem de ponderar, simultaneamente, fornecedores alternativos, disponibilidade de stock, compromissos com clientes e impactos financeiros. Um diretor financeiro que avalia riscos de liquidez necessita de um contexto que um chatbot, por si só, não consegue fornecer. Estas decisões envolvem dependências, aprovações, políticas e consequências que se propagam pela organização em tempo real.

Nas conversas que tenho mantido com executivos, a questão deixou de ser se a IA é capaz. Os modelos evoluem rapidamente. O verdadeiro desafio é saber se a IA compreende os ambientes empresariais onde atua.

Grande parte do debate continua a assumir que modelos melhores produzirão automaticamente melhores resultados.........

© Jornal Económico