O silêncio valerá sempre mais do que o ruído
António José Seguro protagonizou, no domingo, um dos momentos mais notáveis da democracia portuguesa. Aquele que foi mal-amado mesmo dentro do seu partido, emergiu do silêncio num mundo onde o frenesim e a gritaria ditam as leis para se tornar o símbolo de um país que quis continuar a viver na democracia erguida após o 25 de Abril de 1974 e regida por uma Constituição humanista. A resposta da tal “maioria silenciosa” foi dada onde deve ser dada: no silêncio da urna de voto e não no histerismo das redes sociais. É aí, no exercício livre e universal do voto, que se traçam os vínculos que nos ligam a um ideal de sociedade moderno, democrático, humanista e progressista por oposição a saudosismos de ditaduras erguidas na miséria, na exclusão, no analfabetismo e na ausência de direitos fundamentais. Cinquenta anos é muito tempo para se........
