Uma casa de nuvem para Inês Lourenço
Conheci Inês Lourenço em 1997, na Fundação Eugénio de Andrade, que foi, até ao seu eclipse, a nossa casa comum da palavra, uma casa com um "perfil atento/ ao rumor de nascentes e de estrelas" (Eugénio). Apresentava-se o segundo número da revista da Fundação, a "Cadernos de Serrúbia", dirigida por Arnaldo Saraiva - um sábio a quem o Porto muito deve. Tratava-se de uma antologia de poetas radicados no burgo. Aí apareceram os meus primeiros versos. Ainda sem penas para voar, eu era o benjamim dos antologiados. Egito Gonçalves, o decano. Dou-me conta, com um nó na garganta, que a maioria........
