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Nunca mais fui ninguém

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06.09.2026

Vroummm, vroummm, VROUMMM!!!, às vezes de dia, tantas vezes de madrugada, até quando estou a gravar esta crónica de manhã para a rádio, e tenho de parar e repetir tudo, porque são muitos os que rodam pelas ruas com motores explosivos e a criar-nos perigos mortais. Da minha varanda ouvi em 2005, à distância, como um guincho absurdo, o eco da morte de um jovem que conduzia a alta velocidade na ponte Vasco da Gama e se despistou e, 15 anos depois, em Fevereiro de 2020, o incrível rugido do acidente de três aceleras suicidas que se filmavam na ponte e transmitiam na Internet o conta-quilómetros do carro a 300 à hora, e são notícias que se repetem hoje em Portugal, na Irlanda, onde for, esta colecção absurda de barulhentos, de assassinos em flor, que encontram na velocidade e nos decibéis dos carros sem catalisador, nas motorizadas do Inferno, nas corridas ilegais, nos fora-de-mão, no desejo de acabar com a nossa paz e silêncio, na guerra civil das estradas, a satisfação maior da........

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