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A face mais triste do futebol

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O caso dos insultos de Prestianni contra Vinicius Jr. ajudou a destapar uma das faces mais tristes do futebol. Todas as jornadas, centenas de jogadores e adeptos são alvo de insultos racistas, homofóbicos e machistas. E, quando aparece um jogador que não baixa a cabeça perante a ignomínia, o sistema falha. Apesar dos discursos, as entidades desportivas não estão seriamente comprometidas com a defesa de um desporto livre de qualquer tipo de discriminação.

Todos vimos que Prestianni proferiu um insulto homofóbico; e nenhum de nós sabe o que disse quando tapou a boca em direção ao adversário. Na estratégia montada para defender o jogador, o Benfica começou por acusar Vinicius Jr. de se ter excedido nas celebrações; depois optou por reconhecer o insulto homofóbico e negar o insulto racista.

"Repudio qualquer tipo de discriminação, preconceito e ignorância", disse Mourinho sobre o caso. Agora que se provou um insulto, Mourinho esqueceu-se da Carta dos Direitos Humanos e comentou que não se provou racismo.

O Benfica falhou ao não condenar a "discriminação, preconceito e ignorância" do insulto homofóbico censurado pela UEFA. E mostrou que não está minimamente preocupado com o que pensam e sentem os seus dirigentes, atletas, sócios e adeptos que são pessoas LGBTI.

Salvam-se as declarações corajosas e acertadas de Joaquim Evangelista e de Luisão, a lembrar que os insultos homofóbicos são tão graves como os racistas. E lamenta-se a falta de comparência do Governo e de tantos adeptos que escolheram ficar em silêncio. Como seria se o clube envolvido fosse diferente?


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