Passos Coelho escolheu a brutalidade
Passos Coelho voltou à cena com a gravidade e solenidade de quem acredita que a História lhe ficou em dívida. Tábuas reformistas em punho, consciência vigilante, como se a pátria estivesse suspensa à espera da sua pedagogia reformista, disposto a ensinar ao país - e sobretudo a Luís Montenegro - a arte esquecida de "governar para deixar marca". A lição é antiga: quando o presente hesita, o passado oferece-se como destino.
Passos fala de reformas travadas, de coragem adiada, de governos que devem ir a votos se o Parlamento lhes negar o ímpeto. A ideia tem qualquer coisa de plebiscitário: se os deputados não acompanham, convoque-se o povo; se o........
