Transição energética 2.0: da eficiência operacional à orquestração inteligente do sistema energético
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A transição energética entrou numa fase mais complexa. Depois de anos focada na digitalização e na eficiência dos ativos, o desafio passa agora por orquestrar um sistema energético cada vez mais descentralizado, eletrificado e interdependente. Já não basta manter infraestruturas: é preciso garantir um sistema resiliente, integrado e centrado no cliente, capaz de acelerar a descarbonização sem comprometer a competitividade europeia.
Da infraestrutura ao cliente
O setor vive uma mudança estrutural. As "utilities", tradicionalmente orientadas para ativos físicos, procuram agora colocar o cliente no centro. A verdadeira diferenciação não está apenas na produção ou distribuição, mas na capacidade de gerir consumo, flexibilidade e dados em tempo real.
Novos "players" digitais, com foco na experiência do utilizador e com elevada capacidade tecnológica, intensificam a competição que deixou de ser apenas em megawatts e passou a ser em plataformas e algoritmos. Estão a comercializar energia recorrendo a modelos nativos digitais.
No que diz respeito à tão falada “resiliência da rede”, a mesma constrói-se através da democratização e descentralização da energia, combinadas com uma utilização mais........
