A universidade sem IA será irrelevante
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A inteligência artificial não é uma revolução dita normal. Não é mais uma tecnologia ou uma app ou um software. Aliás, cada vez mais se percebe que não é uma tecnologia, mas, antes, uma nova estrutura empresarial (para já não dizer individual). Não é um apoio pedagógico a todos quantos se interessam por ensino. É, efetivamente, uma rutura. E as universidades que insistirem em tratá-la como apoio ou suplemento estarão, na prática, a escolher o caminho da irrelevância.
Para já não devemos sequer perguntar-nos se a IA já entrou no ensino superior. Entrou, ponto. Já produz, resume, organiza, compara, escreve, propõe, calcula e responde. Ou seja, faz a maioria. A verdadeira questão é outra: devemos usar esta revolução para elevar a exigência intelectual, e evoluirmos intelectualmente, ou vamos aproveitá-la para desistir de pensar?
É aqui que tudo se vai decidir. Esta questão pode ser o ‘make or break’ das universidades.
A meu ver, o futuro da universidade exige três ruturas claras.
A primeira é lecionar do fim para o princípio. Durante demasiado tempo ensinámos de forma linear: teoria,........
