O que a China corrige em duas semanas
A primeira correção digital dos exames nacionais terminou como começou: em falha. Mais de trezentas mil provas, feitas em papel, foram digitalizadas para classificação na plataforma PCS, e os professores corretores relataram itens inacessíveis, respostas incompletas, folhas de continuação desaparecidas e classificações que se evaporavam do sistema. O prazo de correção foi prolongado, as notas da primeira fase adiadas de 14 para 17 de julho, as matrículas do secundário adiadas em cascata, e as escolas condenadas a introduzir manualmente os dados de 166 mil alunos para que estes pudessem consultar as provas que um processo digital deveria mostrar sozinho.
Quem construiu o sistema? Não o Estado. A plataforma de classificação, encomendada pelo instituto público que tutela a avaliação, foi desenvolvida pela Blat, uma microempresa privada; a digitalização assentou em equipamento fornecido pela CPITI; a aplicação com que os alunos realizam as provas digitais pertence à Intuitivo.........
