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As Romagens de Santana: uma tradição que o tempo não apaga

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02.08.2026

Há tradições que não se explicam. Sentem-se. As romagens de Santana são uma delas.

Por estes dias, tive oportunidade de assistir às romagens de Santana e aquilo que encontrei foi muito mais do que um simples cortejo de pessoas. Encontrei a fé, a união, a generosidade e o orgulho de um povo que continua a preservar uma das mais bonitas tradições da Madeira.

Tudo começa muito antes de as romagens chegarem à Igreja. A banda desloca-se até um ponto de encontro para depois acompanhar o cortejo até ao bazar. É dali que o percurso se inicia. A banda segue atrás das pessoas, tocando durante todo o caminho até à igreja, anunciando a chegada. Basta ouvir a música ao longe para perceber que mais uma romagem vem a caminho. O fogo de estalo também marca o arranque.

Uma após outra chegam as romagens das Covas, do Pico António Fernandes, do Serrado, do Sítio da Silveira e Lombo Antão Alves, da Fonte da Pedra, Pico, do Barreiro, Serra d’Água, etc. Cada uma transporta consigo o orgulho do seu sítio e das suas gentes.

À frente de cada romagem segue uma pessoa com uma toalha de bordado Madeira ou de croché, presa a uma cana. Na toalha está escrito o nome do sítio e encontram-se presas........

© JM Madeira