Por competência ou por afinidade?
Num país que se diz moderno, europeu e competitivo, continua a prosperar um velho vício nacional: promover pessoas por afinidade e não por competência. O fenómeno repete-se em vários sítios: na administração pública, nas empresas privadas, nas escolas, nos hospitais, no comércio e noutras instituições. O talento existe, mas muitas vezes não chega ao topo. Fica retido por portas que só se abrem a quem tem o “amigo certo”, a quem pertence ao círculo adequado ou, simplesmente, a quem sabe jogar o jogo da conveniência.
Este problema não é novo, mas tornou-se mais visível numa sociedade cada vez mais qualificada. Hoje, temos profissionais altamente preparados, com percursos sólidos, que continuam a ser ultrapassados por quem acumula menos mérito, mas sim por terem mais proximidade com quem decide... são aqueles que dão a tal graxa, que pagam o........
