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O CEO que faliu o Brasil pisou fundo no acelerador

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Vou dizer o que precisa ser dito. Há pouco mais de um ano, eu chamei Luiz Inácio Lula da Silva de o CEO que faliu o Brasil. Muita gente achou exagero.

Hoje eu preciso atualizar o diagnóstico, e desta vez não estou sozinho. Eu disse, naquele momento, que ele era o homem que implementou o projeto que quebrou o país, o que mudou é o que ele fez com essa informação.

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Ele olhou para o abismo à frente, sabendo exatamente o que tem lá e decidiu acelerar. Não freou. Não desviou. Olhou para o precipício e pisou fundo. Com todas as letras, e me perdoem a franqueza: ele olhou para o abismo e disse “dane-se”.

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E não sou eu dizendo. Nestas últimas semanas, o BTG dos economistas Mansueto Almeida e Samuel Pessôa cravou que a despesa primária do governo central cresceu 14% em termos reais no primeiro quadrimestre, e chamou o que está acontecendo de reedição da desastrosa Nova Matriz Econômica.

A XP estimou a conta das medidas fiscais e parafiscais em pelo menos R$ 200 bilhões. E o Brazil Journal, que é lido por quem faz o PIB, usou a mesma palavra que eu, como gestor regulado, vou deixar na boca deles: “pedaladas”.

Quando o mercado inteiro diz a mesma coisa no mesmo dia, não é mais opinião. É consenso. E o consenso é sombrio.

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O consenso do mercado sobre a deterioração fiscal

Existe um gráfico que conta essa história melhor do que qualquer discurso. Ele mede o crescimento real do gasto público em cada governo desde Fernando Henrique, e o que ele mostra é uma assinatura.

Os três maiores crescimentos de toda a série carregam o mesmo nome: Lula 1, Lula 2, Lula 3.

No segundo mandato, o gasto cresceu quase 10% ao ano. Mas preste atenção em quem pagou a conta, porque é aqui que está a engenhosidade do esquema. Não foi ele.

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A conta que sempre fica para o sucessor

Lula gastou, e na hora de enfrentar o estrago escolheu uma sucessora que julgava controlar, certo de que voltaria por cima dela. E aqui é preciso ser justo com a história: Dilma não foi vítima de nada. Foi ela quem inaugurou o método que Lula hoje aperfeiçoa.

As pedaladas fiscais de 2014, que o TCU classificou como operação de crédito ilegal e que se tornaram o coração jurídico do impeachment, foram exatamente isto: atrasar de propósito os repasses do Tesouro à Caixa, ao Banco do Brasil e ao BNDES, para que os bancos públicos bancassem os........

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