menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Autorregulação, a camada “extra” e indispensável de proteção do mercado de capitais

31 0
10.03.2026

O mercado de capitais brasileiro é o mais sofisticado da América Latina e só chegou aonde chegou porque aprendeu, na prática, que a confiança não nasce da retórica, mas da atitude. Mais do que isso: entendeu que desvios de conduta não são um “custo do negócio”, mas riscos que precisam ser contidos desde a origem. Em um mercado que se pretende grande, resiliente e sustentável, não há espaço para improviso nem para atalhos.

Foi a partir dessa compreensão que o próprio mercado passou a assumir a responsabilidade de subir continuamente a régua da transparência, da governança e da eficiência. Afinal, se existe um jeito certo de fazer as coisas, é assim que deve ser feito — independentemente de haver uma lei que obrigue.

Ao longo das últimas décadas, construímos uma engrenagem que combina o arcabouço normativo e a fiscalização de órgãos públicos, como o Banco Central e a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), com a disseminação de boas práticas e a supervisão realizadas por entidades privadas. Esse arranjo não é redundante: é complementar e essencial para a solidez do sistema.

Continua depois da publicidade

Essa camada “extra”, que chamamos de autorregulação, funciona como uma linha de defesa adicional. Como nasce do próprio........

© InfoMoney