O time que resolve tudo sozinho com IA é o mesmo que esconde o problema
Um analista do time comercial baixa um PDF com um prompt pronto, visto nas redes sociais. Cola no ChatGPT que a empresa contratou e pede para virar um formulário; em poucos minutos, sai um mini-aplicativo funcionando, o que a IA generativa hoje consegue fazer sem programador.
Gosta tanto do resultado que manda o link para um fornecedor preencher cadastro. Ninguém da segurança viu aquele aplicativo antes de sair da empresa, e ninguém testou para onde os dados vão parar.
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Esse analista não é o vilão da história. O problema não está na vontade dele, está no vazio em volta dela: ninguém disse o que pode, o que não pode, e o que precisa passar por outra pessoa antes de sair da empresa.
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Por baixo desse vazio tem um medo mais específico, raramente nomeado: o de parecer incapaz. Pesquisa com quase 29 mil engenheiros de uma empresa de tecnologia, das universidades Peking e Hong Kong Polytechnic, batizou esse mecanismo de “penalidade de competência”: quem usa IA para completar uma tarefa é visto por quem avalia como alguém que não sabia fazer aquilo sozinho.
Os próprios engenheiros previam essa penalidade antes de sofrê-la, e isso bastava para adotarem a ferramenta bem mais devagar do que ela permitia. Sem regra clara, esse mesmo medo não trava só a adoção, trava a transparência: a pessoa continua usando, só que sem contar.
Levantamento da GoTo com a consultoria Workplace Intelligence........
