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Governança de IA: quando a inovação sem limites vira um passivo para empresas

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17.07.2026

Há seis meses, uma grande fintech brasileira lançou seu primeiro modelo de IA generativa para análise de crédito. O projeto saiu do papel em três semanas.

Ninguém se perguntou quem aprovaria as decisões do modelo quando elas saíssem do escopo esperado. Ninguém definiu como o algoritmo seria monitorado. Ninguém documentou por que aquele modelo, e não outro, tinha tomado aquela decisão para um cliente específico.

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Hoje, o modelo segue operando. E o débito, que ninguém quer chamar de débito, continua crescendo. 

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A realidade é que empresas que operam em um ritmo acelerado de inovação costumam apostar na velocidade como principal diferencial, mas quando essa velocidade não vem acompanhada de estrutura, ela acaba deixando marcas invisíveis que permanecem despercebidas por algum tempo, até o momento em que seus impactos se tornam evidentes e já não podem mais ser ignorados. 

Muitos líderes operam com uma lógica simples: governança freia a agilidade. Quanto mais estrutura, mais lentidão; quanto mais aprovação, mais burocracia. 

Essa crença faz sentido em contextos de baixa complexidade. Mas, em ambientes onde cada decisão de um algoritmo impacta clientes, regulação e reputação, ela se torna uma simplificação perigosa. O erro não está em ter governança, e sim em acreditar que não ter governança é mais rápido. 

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O que realmente está acontecendo 

Segundo dados recentes do Gartner (2025), 67% das empresas que........

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