A disputa pelo market share automotivo mudou de sotaque
Eu me lembro bem do barulho das montadoras tradicionais nos corredores de Brasília no ano passado. A Anfavea pediu e levou. A volta do imposto de importação para veículos eletrificados tinha endereço certo. Frear o avanço de BYD e GWM.
As marcas com fábricas locais ganharam um fôlego no papel.
Sinceramente, uma miopia corporativa clássica, se formos analisar com alguma frieza. Os executivos olharam apavorados para duas gigantes e ignoraram a porta de entrada que havia sido escancarada na base da pirâmide.
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Pouco mais de um ano depois daquelas reuniões tensas no governo, o cenário saiu do controle das montadoras ocidentais. Mais de 20 marcas asiáticas desembarcaram no Brasil. Tomaram um share de mercado que nenhum analista projetava em tão pouco tempo.
A briga real deixou de ser o Ocidente tentando erguer muros contra o Oriente. A guerra de foice agora é entre os próprios chineses, disputando palmo a palmo o asfalto brasileiro.
A mecânica da nova invasão
A dinâmica de importação atual não é marketing. É um choque brutal de oferta desenhado sob medida para esmagar margens alheias e comprar território rápido. No início da ofensiva asiática, o discurso focava em tecnologia, telas digitais enormes e eletrificação premium.
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Tentavam provar status. Agora o produto é o carro urbano de entrada e o........
