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Duplicata Escritural: o bilionário mercado do produto “risco sacado” ameaçado pela liberdade do Sr. Miyagi, produtor de alface

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Imagine a seguinte cena: você acorda cedo, cuida da terra, planta, colhe e entrega um caminhão de alfaces fresquinhas para uma grande rede de supermercados. Trabalho duro e concluído com sucesso.

Mas, na hora do pagamento, vem o balde de água fria: o dinheiro só vai entrar na sua conta daqui a 120 dias. Essa é a realidade viva do Sr. Miyagi, um produtor de alface que representa perfeitamente milhões de empreendedores reais pelo Brasil.

A lavoura dele não pode esperar 4 meses; o adubo, a água e o salário dos funcionários precisam ser pagos agora.

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O Sr. Miyagi ainda depende de um sistema antigo, lento e caro. Mas o mercado de crédito brasileiro está mudando. Com a aprovação regulatória da duplicata escritural, o início das operações no novo modelo está batendo à porta e promete dar um fim definitivo a essa dor de cabeça.

Quer entender como essa evolução vai libertar o caixa das empresas e chacoalhar os grandes bancos? Vem comigo!

O cenário atual: o peso do papel na era digital

Para entender o salto que o mercado está prestes a dar, precisamos olhar para o modelo atual, que ainda sobrevive à base de burocracia. É o chamado modelo cartular, nome técnico para o bom e velho papel (ou registros eletrônicos isolados que funcionam como se fossem papel).

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No dia a dia, o processo funciona em câmera lenta:

Papel para lá e para cá: O vendedor precisa emitir um documento e, muitas vezes,enviá-lo fisicamente ou por sistemas proprietários e isolados para o comprador.

A caça pela assinatura: O comprador precisa assinar o papel ou dar um comandono sistema (o famoso “aceite”) para reconhecer que recebeu as mercadorias e quevai pagar a dívida.

A espera no banco: Se o vendedor precisa antecipar esse dinheiro para ontem, eletem que levar as notas e........

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