Fed duro abre janela rara e renda fixa segue sendo a melhor oportunidade do mercado
A decisão do Federal Reserve divulgada ontem adicionou uma nova camada de volatilidade aos mercados globais. O tom mais hawkish do comunicado, indicando juros futuros mais altos nos EUA por mais tempo, reacendeu a aversão ao risco, pressionou moedas emergentes e empurrou para cima as curvas de juros mundo afora.
No Brasil, o efeito foi imediato: a taxa dos títulos públicos prefixados com vencimento em janeiro de 2028 saltou para 14,64%, enquanto a NTN-B 2032 voltou ao patamar de IPCA 8,32%.
O dólar, por sua vez, atingiu R$ 5,11.
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Esse movimento não ocorre no vácuo. Ele se soma à decisão do Banco Central do Brasil, que nesta quarta-feira reduziu a Selic em 0,25 ponto, levando a taxa básica para 14,25%.
O comunicado, porém, veio carregado de incertezas, especialmente no que diz respeito às projeções de IPCA. Em outras palavras: o BC cortou, mas deixou claro que o cenário está longe de ser confortável.
E é justamente dessa combinação, FED mais duro, câmbio pressionado, curva inclinada e BC local cauteloso, que surge uma das melhores janelas de oportunidade para a renda fixa dos últimos anos.
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