Dos tíquetes de papel aos R$ 2 bilhões: como a Vólus usou o tempo a seu favor
“Tudo ao seu tempo”. Essa foi a frase que escolhi para estampar a caneca de um podcast do qual participarei nos próximos meses, como forma de resumir a minha trajetória nos negócios.Quando decidimos empreender, quase sempre somos levados a crer que nossos maiores adversários vêm de fora.
Imaginamos que o grande problema será aquele concorrente ardiloso copiando nossos passos, o cliente que acordou de mau humor e destratou a equipe, ou até mesmo um antigo colaborador trazendo dores de cabeça processuais.
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Mas a rotina diária é muito mais complexa. E o posto de maior inimigo é ocupado por um obstáculo invisível: o tempo.Ter a paciência para entender que a maturação dos processos acontece no momento certo, mas simultaneamente nutrir a sagacidade para fazer as engrenagens girarem, é um exercício mental desenhado para poucos.
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Trata-se de um jogo ambíguo: você precisa sustentar o seu próprio senso de urgência, ao mesmo tempo em que respira fundo e aceita que fundações sólidas não se erguem da noite para o dia.
Acontece que estamos imersos na era do imediatismo crônico. O mundo foi redesenhado para ser rápido, instantâneo e, tragicamente, efêmero. Sem percebermos, doutrinamos uma geração inteira a abominar a espera.
Criamos um consenso velado de que, se a prosperidade não vier em menos de dois anos, somos um verdadeiro fracasso.
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Mas, desculpem-me o desabafo: prosperar vai muito além de ter lucro rápido. Criar lastro exige dedicação. Formar uma base fiel de consumidores exige constância. E estruturar um modelo sustentável exige testes e mais testes. Ou seja, tudo o........
