A sobreposição entre FIFA e YouTube redefine a Copa como produto de mídia e distribuição
Uma semana antes da final da Copa do Mundo, Nova York receberá a primeira YouTube FIFA Creator Cup.
Um jogo de exibição marcado para 12 de julho irá reunir criadores da plataforma, atletas e algumas celebridades em torno de um mesmo palco menos esportivo do que institucionalmente revelador.
O evento funcionará como um fechamento derradeiro de uma iniciativa mais ampla anunciada na semana passada, quando o YouTube apresentou o grupo de criadores que vai acompanhar o Mundial por lentes que passam por cultura, gastronomia e moda.
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Além de ter sido escolhido como “plataforma preferencial” da FIFA para exibir os dez primeiros minutos das partidas, o YouTube aposta no alcance do seu ecossistema integrado a uma rede de criadores que, somada, ultrapassa 350 milhões de assinantes, como vetor de amplificação da Copa em múltiplas direções narrativas.
A colaboração entre FIFA e YouTube pode ser lida menos como uma parceria institucional e mais como uma sobreposição de negócios que se encontram em dois pontos sensíveis: produto e distribuição.
É nessa interseção que a leitura mais recente de Michael Beach começa a fazer sentido.
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O analista defende que a FIFA, em sua estrutura de receita, já opera como uma empresa de mídia: cerca de US$ 4 bilhões vêm de direitos de transmissão e outros US$ 2 bilhões de patrocínios.
A Copa do Mundo, nesse desenho, portanto, não é o produto final, mas o ativo central de monetização.
Se a Copa é mídia, então o que está em jogo não é apenas audiência, mas a........
