A máquina de conteúdo que está reescrevendo as regras da mídia esportiva
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Em meio à transição acelerada da TV linear para o streaming, a ESPN encerrou seu último ano fiscal com receitas de US$ 4,9 bilhões, alta de 1% em relação ao período anterior. O resultado divulgado em janeiro vem acompanhado de seu D2C, o agregador dos 12 canais lineares da companhia em um único aplicativo lançado em agosto passado.
O passo seguinte seria atacar a fragmentação inteligente da experiência, um gargalo histórico que remonta à customização da experiência.
Desde o fim de novembro, a rede alimenta o produto beta SportsCenter for You, um antigo objetivo que dependia de resolver dois problemas: tecnologia e escala. Conforme relatou o Sports Business Journal, ter o maior repositório de conteúdo esportivo do mundo não bastava. A personalização massiva só se tornou viável quando a ESPN passou a alavancar a inteligência artificial e a escalar a produção interna de vídeos de seus 162 editores e escritores.
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Esse é o ponto de virada apontado por Daniel Shichman. Para ele, personalização segue sendo tratada de forma equivocada por muitos detentores de direitos, como se fosse um recurso periférico. Shichman é fundador e CEO da WSC Sports, parceira do ESPN Edge Innovation Center, e a empresa escolhida para viabilizar o projeto.
Em entrevista ao SBJ, Joshua Barbarotta, diretor sênior de vídeo digital da ESPN, definiu a solução da WSC como uma “dádiva de Deus”. E qual milagre a WSC está operando?
A solução da WSC aplica IA para automatizar a criação de highlights e clipes curtos extraídos de entrevistas, coletivas e programas de estúdio. A ESPN, que já trabalhava com a empresa em mais de 20 esportes, expandiu o pipeline para incluir uma dúzia de modalidades olímpicas da NCAA, processando cerca de 16 mil feeds de jogos anualmente.
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Dados da WSC mostram que mais de 50% dos cancelamentos em serviços esportivos estão ligados a experiências fracas de........
