O mito do povo conservador
Gravei um vídeo nesta terça para os autointitulados “bolsonaristas raiz”, argumentando basicamente que Flávio Bolsonaro, para vencer, terá de costurar uma frente ampla, engolir muitos sapos e fazer concessões para atrair os votos mais ao centro. Tentei mostrar que a postura de “caçar traidores” na direita, apontando o dedo para todo lado, mostra-se contraproducente e prejudica o próprio Flávio. Ele vai precisar, num eventual segundo turno, de todos os votos que forem para Ronaldo Caiado ou Romeu Zema no primeiro turno, caso ambos sejam mesmo candidatos.
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O economista Marcelo Pessoa, bacharel em Relações Internacionais (UnB) e Doutor em Economia (EPGE-FGV), viu o vídeo e teceu críticas construtivas. Em sua avaliação, o povo brasileiro é conservador e isso faz com que baste o candidato à direita ser firme em suas posições que isso já garante a maioria. “Sei que não pensam assim, mas podemos vencer sozinhos. Frente ampla é desnecessária, dado que somos maioria. As pesquisas sobre conservadorismo mostram isso. Basta defender as pautas conservadoras com firmeza”, escreveu.
Paulo Moura, cientista político, comentou: “Apoio eleitoral não deve ser confundido com aliança. Atrair o voto dos anti-Lula que não gostam do Flávio no segundo turno é fundamental. Compor governo é outro assunto”. Pessoa concorda, mas insiste em seu ponto: “Certamente,........
