Nepotismo não é um valor conservador
“Carlos Bolsonaro será ministro no Planalto em governo do irmão Flávio”, diz manchete da coluna de Guilherme Amado. Ninguém confia nesse jornalista, mas seria bom o Flávio Bolsonaro deixar bem claro se seus irmãos terão ou não papel relevante em seu eventual governo. Ele já descartou Eduardo como chanceler numa entrevista recente. Deveria dizer em alto e bom som que Carlos também não teria espaço em sua gestão.
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O conservadorismo é oposto ao tribalismo. A direita valoriza o mérito individual, a trajetória de quem se fez por conta própria, pelo trabalho, não pelos títulos ou sobrenome. Quando deixamos de analisar indivíduos com base nesses princípios básicos, estamos agindo como petistas. Infelizmente, vejo estarrecido muito “conservador” confundir conceitos e achar que sobrenome define, sim, valor político.
Ao menos alguns são mais sinceros e assumem que não são direitistas, mas sim bolsonaristas. Ou seja, eles admitem que querem uma espécie de clã político no país, com base apenas no sobrenome, sem levar em conta os méritos individuais e os valores agregados ao país por cada um. É algo que remete ao velho tribalismo africano, ou então ao detestável nepotismo.
Que fique claro: não é porque tem o sobrenome Bolsonaro que deve ser descartado; mas tampouco deve ser enaltecido somente por esse critério! Isso é o óbvio ululante: cada um........
