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As lições estratégicas do bloqueio no Estreito de Ormuz

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O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, ao qual a Marinha dos Estados Unidos respondeu com um bloqueio aos portos iranianos, está sendo meticulosamente acompanhado, a milhares de quilômetros do Oriente Médio, por estrategistas chineses, taiwaneses e norte-americanos.

A razão para isso está nos numerosos paralelismos que podem ser traçados entre a situação em curso no Golfo Pérsico e uma eventual crise grave no Estreito de Taiwan.

O paralelismo geoeconômico salta aos olhos. São dois estreitos por onde se afunilam fluxos comerciais importantíssimos para a economia global. Por Ormuz passam (ou passavam, antes do bloqueio) cerca de 1/5 de todo o petróleo e gás natural comercializados no mundo, além de parcela relevante de fertilizantes e produtos petroquímicos.

Pelo Estreito de Taiwan passa cerca de metade do tráfego global de navios porta-contêineres, que chegam ou partem principalmente da China, do Japão, da Coreia do Sul e da própria ilha de Taiwan. Além disso, quase 90% do comércio de Taiwan — que fabrica 90% dos semicondutores mais avançados do mundo — passa por suas águas.

Isso significa que um eventual bloqueio do Estreito de Taiwan paralisaria cadeias globais de eletrônicos, inteligência artificial, automóveis e telecomunicações, setores altamente dependentes de semicondutores

Isso significa que um eventual........

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