menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Saudade do Céu: reflexões sobre a imortalidade da alma

26 0
23.08.2026

Nesta semana ouvi mais uma vez a linda história contada por uma conhecida médica católica, a Dra. Filó, sobre um menino que estava sob os seus cuidados numa UTI pediátrica. 

Quando ela se aproximou do pequeno paciente, ele disse:

― Você não está vendo?

― Vendo o quê, meu amor?

― Os anjos. Eles estão todos aí.

Nesse momento, Dra. Filó teve a certeza de que o menino morreria em poucos minutos. Os anjos de Deus tinham vindo levá-lo de volta para Casa. 

Receba um e-mail do Briguet: Inscreva-se grátis na Newsletter do Paulo Briguet e ganhe uma crônica exclusiva por e-mail todas as semanas. 

Novamente, eu me emocionei com a história. Fiquei pensando nessa Casa para a qual os anjos levaram o menino ― e me lembrei de Camões.

Um dos mais belos poemas de Luís Vaz de Camões ― e, por conseguinte, de toda a língua portuguesa ― inspira-se no Salmo 137 para expressar um sentimento universal que habita o coração humano. Exilado na Ásia, o poeta chora de saudade à beira de uma confluência de rios dos quais não conhecemos os nomes, mas que evocam os rios do exílio do povo hebreu na Babilônia. E assim Camões começa:

Sôbolos rios que vãopor Babilónia me achei,onde sentado choreias lembranças de Siãoe........

© Gazeta do Povo