No Brasil, até a direita é de esquerda
Todos sabem que a esquerda latino-americana vem sofrendo uma série de reveses nos últimos tempos. A direita conseguiu vitórias eleitorais importantes no Chile, Equador, Bolívia, Peru e Colômbia, para não falar no sucesso de Milei na Argentina. Maduro foi capturado, embora os socialistas Delcy e Jorge Rodríguez, os Irmãos Sinistros, continuem no poder. O regime cubano parece estar com os dias contados. Salvo engano deste cronista, desde que Trump fechou a torneira de verbas da USAID, nenhuma eleição relevante foi vencida pelos candidatos do Foro de São Paulo. Espera-se, por misericórdia, que o Brasil não constitua uma exceção nas eleições vindouras.
Os triunfos eleitorais da direita significam que o movimento revolucionário se tornou coisa do passado? A resposta só pode ser um enfático e rotundo NÃO. Primeiro, porque é da própria natureza desse movimento a capacidade de aproveitar-se das eventuais derrotas para reformular suas táticas (ou, às vezes, suas estratégias). Depois, porque a esquerda sabe que o verdadeiro poder não está nos cargos eletivos, mas nos agentes que detêm os meios de ação política, jurídica e cultural, campos em que o domínio da esquerda segue........
