“Elefante na sala”: Adriana Ventura fala em provas, blindagem e omissão após CPMI barrada
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de encerrar a CPMI do INSS reacendeu o debate sobre os limites institucionais, o papel do Senado e a capacidade de reação da oposição diante de um cenário político tensionado. Em meio a acusações de blindagem, críticas à condução das Casas Legislativas e articulações para novas investigações, a deputada Adriana Ventura analisa os bastidores de Brasília. Nesta entrevista à coluna Entrelinhas, ela comenta os desdobramentos da comissão, aponta o que considera omissões do Congresso, avalia novos embates políticos e projeta os caminhos da oposição rumo a 2026.
Entrelinhas: Após o fim da CPMI do INSS por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), como a senhora analisa a pressão da base do governo e o que pode ser feito pela Oposição daqui para frente, diante da postura dos presidentes das Casas?
Adriana Ventura: Eu vou ser muito pragmática. A gente tem que ter esperança sim, mas tem que olhar a realidade como ela é. O Senado que temos é um Senado covarde. Completamente covarde. O presidente do Congresso Nacional, o senador Davi Alcolumbre prevarica o tempo todo, em todos os níveis. Basta ver que uma simples prorrogação, que ele tinha obrigação de fazer, não fez — imagina o resto.
Existe uma falta de indignação. O parlamentar que tiver um pouco de sangue na veia, de decência, tem que se indignar, falar e atuar. Não adianta gravar "videozinho" dizendo “acho errado”. Tem que estar na linha de frente do batalhão, porque a gente está........
