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Milei humilhou os profetas do apocalipse

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26.05.2026

Quando Javier Milei venceu as eleições na Argentina em 2023, muita gente tratou o resultado como o prenúncio de uma catástrofe econômica. Um manifesto assinado por mais de cem economistas — entre eles Thomas Piketty e Jayati Ghosh — afirmava que a agenda libertária do novo presidente produziria uma devastação econômica e social. Cortes de gastos, austeridade fiscal, enxugamento do Estado e liberalização da economia eram apresentados quase como uma receita de destruição nacional.

Quase três anos depois, a situação da Argentina está longe de ser perfeita: o país ainda apresenta problemas estruturais graves, pobreza elevada e fragilidade cambial. Mas uma coisa ficou evidente: o cenário apocalíptico desenhado por boa parte do establishment econômico internacional simplesmente não aconteceu. E isso deveria criar um enorme constrangimento para quem vendeu a ideia de que Milei levaria a Argentina ao abismo em poucos meses.

O indicador mais simbólico é a inflação. No final de 2023, a Argentina vivia uma situação calamitosa. A inflação anual ultrapassava 210%, uma das maiores do planeta. Havia fuga permanente para o dólar, perda acelerada do valor do peso e inflação mensal acima de 20%, em determinados períodos. Era um quadro típico de pré-colapso monetário.

Sob Milei, a inflação desacelerou com uma velocidade impressionante: ao longo de 2025 e 2026, vários meses registraram inflação na faixa de 2% a 3%. Ainda é um........

© Gazeta do Povo