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A imprensa e o mundo real

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01.02.2026

Não me canso de falar sobre isso... Se a imprensa não tivesse deixado de ser imprensa, o Brasil não teria chegado à situação atual. Imaginem como teria sido se, quando ministros do STF passaram a atuar politicamente, criminosamente, os jornalistas tivessem reagido... O que seria natural em outros tempos? A denúncia sobre a prática de abusos, arbítrios e ilegalidades por magistrados do Supremo, uma série incansável de reportagens, editoriais, artigos, notas, para cobrar o respeito às leis, principalmente à Constituição. O problema é que o STF e a imprensa velhaca tinham inimigos em comum e, desconsiderando o bem do Brasil, fecharam o alinhamento.

A imprensa não apenas não apontou tudo de errado, mas passou a apoiar todas as práticas criminosas dos magistrados, como se fossem sempre “medidas em defesa da democracia”. O ilegal Inquérito do Fim do Mundo, censório, persecutório, foi tratado como essencial para “salvar o país”... A imprensa viu nele a oportunidade de combater Jair Bolsonaro, seus aliados e apoiadores e também a imprensa independente. Os veículos tradicionais não podiam gostar de um presidente que gastava muito pouco em publicidade e não conseguiam aceitar a perda do monopólio da informação para um mundo de perfis dos mais variados que surgiram nas redes sociais. Os antigos “donos da verdade” resolveram botar tudo a perder.

No caso do Banco Master, alguma coisa mudou. A pergunta que faço é: alguém acredita mesmo que uma imprensa que sempre defendeu ilegalidades praticadas pela mais alta Corte, de uma hora para outra, numa “decisão de redação”, resolveu voltar ao jornalismo de verdade? Foi assim, do nada? Os jornalistas tropeçaram, caíram, bateram a cabeça, ganharam autonomia, e tudo mudou? Foi um passe de mágica? Claro que não. Se a conivência com os desmandos de ministros do STF foi criminosa, quem decidiu dar um basta nessa........

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