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Para ter data centers, o Brasil precisa reaprender a planejar e integrar agendas

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21.07.2026

Para poder competir globalmente na corrida pela instalação de data centers em seu território, o Brasil precisará integrar as agendas tecnológica, energética, industrial e regulatória, e não apenas oferecer incentivos setoriais.

A conclusão é de um recém-lançado estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), Potenciais Impactos Socioeconômicos da Consolidação do Brasil como Hub Internacional de Infraestrutura Digital na Era da Inteligência Artificial.

Encomendado pelas empresas Scala Data Centers e Norgas (joint venture entre a Mitsui e o Grupo Energisa), o estudo avaliou iniciativas internacionais de desenvolvimento de hubs de dados – Virginia (EUA), Cingapura, Dubai, Japão, Portugal, Canadá e FLAP-D (Frankfurt, Londres, Amsterdã, Paris e Dublin).

Do resumo executivo do documento ressaltam-se as observações:

"Hubs líderes combinam escala de capital, maior disponibilidade e previsibilidade de acesso ao sistema elétrico, energia firme e barata, governança regulatória estável e coordenação entre políticas energética, digital e industrial. Sem essa convergência, o crescimento tende a ser mais lento, mais caro e com menor captura de efeitos econômicos locais. Além disso, a regulação é um elemento central para a definição de ambientes competitivos e seguros, capazes de atrair investimentos e garantir a continuidade dos serviços críticos."

Para que o Brasil possa enfrentar tais desafios, o estudo propõe uma agenda........

© Gazeta do Povo