Energia nuclear no Brasil: é hora da “Petronuclear”
Na coluna anterior, comentei o promissor Projeto de Microrreator Nuclear Nacional (PMNN), cujo objetivo é o desenho e a construção de um microrreator nuclear de 5 megawatts (MW) de potência, com um amplo leque de usos potenciais: geração elétrica e térmica para pequenas comunidades, instalações industriais, áreas remotas, hospitais e até mesmo exploração petrolífera.
O projeto é uma iniciativa público-privada liderada pelas empresas Diamante Energia e Terminus P&D em Energia e pela estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB), apoiada por vários outros centros de pesquisa e contando com um financiamento de R$ 50 milhões, dos quais R$ 30 milhões são da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
A Diamante Energia, controladora do complexo termelétrico Jorge Lacerda, em Santa Catarina, pretende converter parte da infraestrutura do complexo em um centro de inovação para o desenvolvimento tecnológico e operacional do microrreator.
O potencial de uso do microrreator na exploração submarina de petróleo abre caminho para uma perspectiva bastante promissora: a possível entrada da Petrobras na área nuclear, objeto de discussões na edição do ano passado da Nuclear Trade & Technology Exchange, o principal evento de tecnologia e negócios do setor nuclear nacional, realizado em maio, no Rio........
