Quando a diplomacia sanitária tropeça nos números
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganhou um presentão de fim de ano. A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a certificação do Brasil pela eliminação da transmissão vertical do HIV. Traduzindo: no Brasil, gestantes soropositivas não mais transmitem o vírus da aids para seus filhos no parto.
“Eliminar a transmissão do HIV de mãe para filho é uma grande conquista em saúde pública para qualquer país, especialmente para um país tão grande e complexo quanto o Brasil”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS e amigão do presidente Lula.
Para alcançar esse feito admirável, os países certificados precisam reduzir a transmissão vertical do HIV para menos de 2% e oferecer cobertura de pré-natal a 95% das mães soropositivas, com testes rotineiros de HIV e tratamento para conter a contaminação. Segundo o comunicado da OMS, o Brasil atendeu aos requisitos. Mas só que não. Pelo menos é o que dizem os números mais recentes do Ministério da Saúde, divulgados agorinha, em dezembro de 2025.
A declaração da OMS não tem amparo nos dados do Boletim Epidemiológico HIV e........





















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