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O que o Iraque ensinou sobre o uso da força e seus custos

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05.02.2026

Há exatos 23 anos, em 5 de fevereiro de 2003, um erro de grande magnitude foi cometido diante das câmeras do mundo. Naquele dia, o então secretário de Estado dos Estados Unidos, Colin Powell, apresentou ao Conselho de Segurança da ONU um conjunto de informações que alegadamente provariam a existência de armas de destruição em massa no Iraque. Aquelas informações eram falsas.

O discurso não foi um acidente isolado. Foi o ponto culminante de uma cadeia de decisões políticas, falhas de inteligência e manipulações. O resultado foi a invasão do Iraque no mês seguinte, dando origem a uma guerra com consequências dramáticas.

Para os Estados Unidos, o custo foi brutal: trilhões de dólares gastos ao longo de duas décadas; milhares de americanos mortos em combate; dezenas de milhares de veteranos feridos física e psicologicamente; um desgaste estratégico que afetou a credibilidade americana por anos.

Para o Oriente Médio, as consequências foram ainda mais profundas. O desmonte do regime de Saddam Hussein e do Estado iraquiano abriu espaço para conflitos sectários de alta intensidade, fragmentou o equilíbrio interno do país e criou o ambiente ideal para a emergência de atores jihadistas.

O Estado Islâmico é um subproduto direto do colapso institucional........

© Gazeta do Povo